Trump anunciou um acordo entre EUA e Irã após uma sequência de ataques e pressões sobre o petróleo. O ajuste, porém, ainda é provisório e vale por 60 dias para passos mais delicados.
Acordo provisório mexe com o Estreito de Ormuz e pressiona o preço do petróleo
O acordo prevê a suspensão dos ataques, mesmo com oposição de Israel, ligada ao que foi feito contra o Hezbollah no Líbano.
No curto prazo, a mudança mira a abertura do estreito, com levantamento das pressões sobre o preço do petróleo.
Prazo de 60 dias, desativação do urânio e reações no Irã e em Israel
O texto ainda tem um prazo de 60 dias para questões mais substanciais, principalmente a desativação do urânio enriquecido, descrito como “soterrado embaixo de montanhas”.
Há dúvidas sobre como o material será resgatado, desativado ou diluído. No Irã, forças radicais tentaram sabotar o acordo e fizeram protestos contra o chanceler Abbas Araghchi, chamando-o de “infiltrado”.
Em Israel, fontes do governo israelense relataram que a palavra “traição” também foi usada, sob sigilo, sobre Trump. Jacob Nagel, ex-assessor de Segurança Nacional de Netanyahu, escreveu que o entendimento “é oco”, “desprovido de substância” e “completamente descolado das questões centrais”.
Próximos passos dependem dos Guardas da Revolução e do prazo para acordo final
Quase toda a nova etapa, até a concretização de um acordo definitivo, deve depender dos Guardas da Revolução Islâmica e do comandante, Ahmad Vahidi.
Trump também precisa acompanhar se os benefícios do acordo vão ficar e se não viram “ilusão transitória”, enquanto o prazo de 60 dias avança.
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