Donald Trump voltou a defender nas redes sociais o acordo entre Washington e Teerã e atacou críticas ao memorando de paz. A disputa interna no partido também ganhou força com falas de senadores republicanos e de democratas.
Posts na Truth Social reabrem a briga sobre o acordo e o que vem no texto
Trump publicou mensagens nesta sexta-feira, 19, defendendo o acordo assinado entre Washington e Teerã.
Ele também respondeu a críticas sobre um memorando apresentado como mais generoso do que o acordo nuclear de 2015.
Bill Cassidy, Ted Cruz e Chuck Schumer citam problemas no plano e no uso do dinheiro
O senador republicano Bill Cassidy, de Louisiana, disse no X que as ambições nucleares do Irã não foram contidas e escreveu que o Irã poderá construir uma infraestrutura nova.
O senador Ted Cruz, do Texas, disse a repórteres no Capitólio, na quinta-feira, que Trump recebe “conselhos muito ruins sobre esse acordo”. Ele também citou o fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões que o Irã receberia, dizendo que o dinheiro seria usado para “assassinar americanos”.
Do lado democrata, o líder da minoria Chuck Schumer, de Nova York, afirmou que, ao olhar os 14 pontos em que o governo concordou, “parece que o Irã venceu em praticamente todos eles”.
Trump responde ao líder supremo iraniano e acordo prevê 60 dias para negociar
Na publicação desta sexta-feira, Trump respondeu ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que disse que o americano teria agido em “desespero” para conseguir um acordo.
Trump disse: “Nós não nos reunimos por desespero” e citou a regra dos 60 dias. O documento prevê um cessar-fogo de 60 dias para as partes discutirem pontos como futuro do programa nuclear iraniano, sanções contra Teerã e o Estreito de Ormuz.
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