TSE adia decisão sobre proibição de pesquisa e debate censura pedida por Flávio Bolsonaro

O TSE adiou a decisão sobre uma ação para proibir uma pesquisa que mostrou rejeição a Flávio Bolsonaro. O caso voltou ao centro do tribunal nesta terça-feira (9/6), com votação interrompida por manobra regimental.

Constituição limita censura política, ideológica e artística no caso citado no TSE

O tribunal trata uma discussão ligada à proibição de censura. O texto da Constituição citou que a manifestação do pensamento e a informação não devem sofrer restrição.

Na sequência, a Constituição também traz a regra de que fica vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. O assunto entrou no debate durante o andamento do processo no TSE.

Pesquisa da AtlasIntel com Bloomberg em maio levou a pedido de interdição pelo juiz Kassio Nunes Marques

A sondagem de maio da AtlasIntel, em parceria com a agência de notícias Bloomberg, foi usada no pedido. A pesquisa apontou que uma fatia do eleitorado ficou refratária ao candidato Bolsonaro por causa do envolvimento dele em negócios com Daniel Vorcaro.

O antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está preso e negocia delação premiada sobre fraudes financeiras bilionárias. O juiz Kassio Nunes Marques aceitou o argumento de que não teriam sido feitas “perguntas neutras” e escolheu a censura no ato de estreia na presidência do tribunal eleitoral.

Nesta terça-feira (9/6), o relator quis a solidariedade dos demais juízes do TSE. A votação no plenário foi interrompida por manobra regimental.

TSE ganha tempo enquanto divergências ficam sem decisão no plenário

O tribunal interrompeu a votação para ganhar tempo e evitar a exposição pública de divergências. O texto também liga o impasse a uma questão resolvida há 38 anos na Constituição.

A decisão sobre a proibição da pesquisa foi adiada. O processo segue no tribunal com o tema em discussão.

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