Quem vende imóvel parcelado em 2025 e usa o GCAP no Imposto de Renda 2026 pode notar que os valores das parcelas não vão para “Rendimentos Tributáveis”. A orientação explica por que isso acontece e como o programa trata o imposto do ganho de capital.
GCAP registra a venda inteira e calcula imposto por parcela, mesmo com recebimentos em anos diferentes
Ao declarar a venda de imóvel, a Receita trata a operação como alienação patrimonial. O imposto nasce do ganho de capital, calculado no GCAP.
Por isso, a declaração não trata cada parcela como um rendimento mensal comum. O sistema importa o demonstrativo da operação, e não os valores das parcelas em “Rendimentos Tributáveis”.
Declaração puxa imposto pago por parcela, mas não migra valores para “Rendimentos Tributáveis”
O leitor contou que preencheu o GCAP de 2025 e importou os dados para o IR 2026. Ele disse que chegaram apenas os valores de imposto pagos sobre o lucro de cada parcela recebida em 2025.
Na resposta, a especialista Rute Endo, sócia-administradora do Ivan Endo, afirmou que só é preciso um GCAP do ano-calendário de 2025. Esse GCAP registra a venda, calcula o ganho de capital total e distribui o imposto proporcionalmente às parcelas.
Não precisa lançar parcelas manualmente e não é necessário refazer o GCAP
A orientação diz que não é correto lançar manualmente as parcelas como “Rendimentos Tributáveis”. Isso pode transformar a mesma operação em rendimento comum e causar duplicidade de tributação.
Segundo a explicação, a parcela recebida em 2025 entra na DIRPF exercício 2026. A parcela recebida em 2026 entra na DIRPF exercício 2027 usando o mesmo GCAP, sem novo programa.
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