O vendaval que atingiu o estado do Rio na última quarta-feira (29) chegou a 92 km/h em Niterói e a 104 km/h em Angra dos Reis. Dados federais mostram que 19 dos 92 municípios fluminenses não têm um sistema próprio de monitoramento e alerta antecipado registrado no ICM.
Evento de ventos fortes acende alerta sobre estrutura municipal de prevenção
O episódio chamou atenção para como um evento climático pode mudar a rotina das cidades. Ao mesmo tempo, os dados apontam uma falha na prevenção para esse tipo de situação.
O levantamento considera informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e usa o Indicador de Capacidade Municipal, o ICM.
ICM aponta Rio sem municípios na categoria inicial, mas 19 sem alerta próprio
Nenhum município fluminense aparece na faixa D, classificada como “capacidade inicial” para gestão de riscos e desastres. No Brasil, essa situação está em 38% dos municípios.
No estado do Rio, 34 cidades ficam na faixa A, e 58 municípios ficam na faixa B, que é “cuidado intermediário”. Entre os 19 municípios sem sistema municipal de monitoramento e alerta antecipado, dez estão na faixa C.
Essas cidades da faixa C são Carapebus, Comendador Levy Gasparian, Cordeiro, Japeri, Nilópolis, Piraí, Sapucaia, Saquarema, São José do Vale do Rio Preto e Valença.
Metade das cidades da faixa C sem alerta também tem outras lacunas no planejamento
As outras nove cidades sem alerta municipal são Armação dos Búzios, Duas Barras, Iguaba Grande, Mendes, Pinheiral, Quatis, Quissamã, Rio das Ostras e São Sebastião do Alto.
Apenas 35 cidades, ou 38%, registraram carta geotécnica de aptidão à urbanização. O ICM mede instrumentos e presença de estrutura, mas não testa a resposta real durante uma emergência.
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