O vídeo de influenciadores comendo krapfen, doce parecido com “sonho”, virou nas redes sociais e provocou filas de mais de 300 pessoas no Vale de Val Di Fassa, nas Dolomitas. A procura cresceu tão rápido que a lojinha do Refúgio Friedrich August passou a ter dificuldade para atender, com pane no sistema de pagamentos com cartão.
Redes sociais transformam destinos tranquilos em locais com lotação
O turismo global vem sentindo o impacto direto das redes sociais.
Pesquisas recentes apontam que cerca de 75% a 83% dos viajantes usam conteúdos digitais para buscar inspiração e definir os destinos de férias.
O problema acontece quando o turismo viral ou de massa digital transforma regiões pacatas em locais hiperlotados, com algoritmos ajudando a levar muita gente para o mesmo lugar.
Krapfen de 4 euros lota Refúgio Friedrich August no Norte da Itália
No último fim de semana, vídeos nas redes mostraram o desejo em massa por provar um doce de 4 euros e isso mudou a rotina do Vale de Val Di Fassa, no Norte da Itália, nas Dolomitas.
Depois que blogueiros de gastronomia e influenciadores começaram a postar vídeos no Tik Tok comendo o krapfen, o caos se instalou no Refúgio Friedrich August, com filas que chegaram a mais de 300 pessoas.
O consumo do doce, normalmente recheado com um creme de baunilha ou geleia de damasco, também levou alguns turistas a acampar na região, e a equipe da loja teve dificuldades para acompanhar a demanda, incluindo pane no sistema de pagamentos com cartão.
Como reduzir o impacto: usar creators para sugerir alternativas
Segundo especialistas citados no texto, a saída não é diminuir a presença dos destinos nas redes, mas usar essa influência de forma mais estratégica.
Órgãos receptivos e empresas de turismo poderiam trabalhar com creators para mostrar alternativas próximas, períodos de menor movimento e experiências menos exploradas.
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