A violência contra ônibus e a quantidade de veículos usados como barricadas aumentaram os pedidos de afastamento e de troca de linhas entre motoristas, segundo o Sindicato dos Rodoviários. A entidade também relata crescimento na procura por atendimento psicológico para motoristas e familiares.
Pressão no dia a dia leva motoristas a pedir troca de linha no sindicato
O Sindicato dos Rodoviários diz que o aumento da violência e o uso de ônibus sequestrados como barricadas afetam diretamente os motoristas.
O vice-presidente da instituição, José Carlos Sacramento, afirma que motoristas falam que não aguentam a falta de segurança que atinge a categoria todos os dias.
De janeiro a agosto de 2026, 50 ônibus foram usados como barricadas
Segundo Sacramento, de janeiro até agosto 50 ônibus foram usados como barricadas por traficantes. Ele cita 14 veículos em janeiro, 5 em março, 8 em julho e 23 em agosto.
Ainda de acordo com o vice-presidente, cinco na Cidade de Deus e 18 em Cascadura, na data de hoje.
Ele também menciona dados do Instituto de Segurança Pública (ISP): no ano passado o Rio de Janeiro registrou 4.449 assaltos a ônibus. Sacramento diz que a maioria ocorreu entre 4h30 e 7h e entre 17h e 21h30, principalmente na Avenida Brasil entre Campo Grande, na Zona Oeste, e no Caju, na Zona Portuária.
Serviço psicológico começou em junho e passou de 25 para cerca de 80 atendimentos semanais
A entidade relata que o trauma psicológico ligado à violência fez crescer os pedidos de afastamento feitos ao sindicato. Até agora, mais de 310 pedidos foram feitos à direção da entidade.
Sobre o atendimento psicológico, Sacramento diz que, quando o serviço começou em junho do ano passado, eram atendidas cerca de 25 pessoas por semana. Ele afirma que agora o número passou para cerca de 80 atendimentos semanais, para motoristas e também familiares.
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