O Exército de Israel fez novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira, 8, e disse que vai continuar as operações contra o Hezbollah. A posição do governo israelense contraria o anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Guerra no Líbano continua mesmo com trégua anunciada por autoridades
Na terça-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que Teerã, Washington e seus aliados “concordaram com um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano e outros lugares”.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, respondeu com outra versão e afirmou que o acordo “não inclui” o território libanês.
Alertas a moradores e ataque em Sidon deixam mortos e feridos
Na manhã desta quarta, um porta-voz militar de Israel disse que o Exército “continuará suas operações” contra o Hezbollah. Ele também emitiu novos alertas para moradores do sul de Beirute e da cidade de Tiro saírem imediatamente para áreas consideradas mais seguras.
Depois do aviso, um ataque aéreo em Sidon, no sul do Líbano, deixou oito mortos e 22 feridos, segundo o Ministério da Saúde local. O Hezbollah não reivindicou novos ataques contra Israel desde o anúncio da pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã.
Retirada e impacto no dia a dia de quem vive no país
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse na semana passada que as forças militares vão tomar o sul do Líbano após terminar a guerra contra o Hezbollah. Ele também afirmou que centenas de milhares de libaneses deslocados não poderão voltar para casa até a segurança no norte de Israel estar garantida.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da guerra pelo menos 1.530 pessoas morreram no Líbano, incluindo 130 crianças, e milhares ficaram feridas. Mais de 1 milhão foram obrigadas a fugir de casa por causa dos bombardeios.
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