A Turquia prendeu mais de 160 pessoas após dois ataques a tiros consecutivos em escolas nesta semana. A ação mira suspeitos ligados a boatos e mensagens de apoio aos atiradores.
Prisões atingem suspeitos por postagens e planos ligados a ataques em escolas
O ministro da Justiça, Akin Gurlek, informou que as prisões começaram a partir de acusações que vão de informações falsas a mensagens de apoio aos ataques. As autoridades também investigaram contas que teriam sugerido planos para ações em escolas.
95 detidos e buscas por 35; contas bloqueadas chegam a 1.104
Gurlek disse que 95 pessoas foram levadas sob custódia. Ele também afirmou que outros 35 suspeitos ainda eram procurados.
Os investigadores identificaram contas que sugeriram planos de ataques em até 54 escolas do país. Segundo o ministro, 67 usuários ligados a essas postagens foram detidos, e o acesso a 1.104 contas nas redes sociais foi bloqueado.
Na mesma semana, mais de 3.500 professores foram às ruas para protestar contra o ministro da Educação, Yusuf Tekin. Centenas de pessoas se reuniram em uma mesquita para os funerais das vítimas.
Atirador de 14 anos matou nove e se matou; outro ataque deixou 16 feridos
Na quarta-feira, um estudante de 14 anos entrou na escola com cinco armas e sete carregadores e abriu fogo de forma indiscriminada, matando nove pessoas e ferindo outras 13. Entre as vítimas fatais estavam ao menos três alunos e um professor. O atirador tirou a própria vida.
No dia anterior, um ex-aluno abriu fogo com uma espingarda na antiga escola no distrito de Siverek, província de Sanliurfa. Ele feriu 16 pessoas antes de se suicidar em um confronto com a polícia, e dez estudantes estavam entre as vítimas.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.