O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou voto no advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no STF durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O caso ganhou força porque Vieira foi alvo de falas de ministros do STF ligadas ao relatório da CPI.
CCJ do Senado discute vaga no STF e vira palco de solidariedade ao senador
Vieira fez a declaração de voto na sessão da CCJ. Ele recebeu solidariedade de parlamentares governistas e de oposição por ter sido alvo de ministros do STF.
O presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que nada justifica as falas de Gilmar Mendes.
Relatório da CPI do Crime Organizado cita Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes
Vieira foi autor do relatório final da CPI do Crime Organizado. No documento, a CPI propôs o indiciamento de ministros do Supremo, como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Durante o debate, Gilmar Mendes chegou a sugerir que Vieira seria financiado pelo crime organizado por não concordar com o relatório da CPI. Toffoli, por sua vez, falou em deixar o senador inelegível.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (AP), disse que Vieira conta com a inviolabilidade e não pode ser punido pela sua atividade parlamentar.
Voto em Messias ocorre com apoio de colegas após repercussão na CCJ
Na sessão da CCJ, Vieira declarou voto para Messias. A reunião reuniu solidariedade e respostas a falas de ministros do STF relacionadas à CPI.
Com isso, o senador segue a tramitação ligada à vaga no STF com apoio de colegas na comissão.
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