Horas depois do Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência começa a usar a narrativa de que Lula não tem controle sobre o Congresso. A estratégia deve marcar os próximos meses.
Após rejeição de Jorge Messias, núcleo da campanha de Flávio define nova linha de discurso
Lideranças do núcleo de decisões da campanha de Flávio dizem que a frase “Lula não tem qualquer controle sobre o Congresso” vai orientar as falas. Elas afirmam que esse argumento será mobilizado daqui em diante.
O grupo também associa a rejeição de Messias a uma resposta do Congresso ao governo e ao Judiciário. Segundo a retórica bolsonarista, o recado seria de que o Congresso não vai tolerar mais interferências.
Rejeição de advogado-geral da União ocorre após 132 anos e vira alvo de falas
O Senado rejeitou o advogado-geral da União, cargo antes ocupado por indicação que não tinha sido derrubada havia 132 anos. A campanha trata o episódio como um marco para a disputa política.
Flávio usou o mesmo tom após a derrota do indicado por Lula. Ele disse: “Um dia histórico para o Brasil. O governo Lula acabou, não tem governabilidade ou respeito de ninguém. Estão colhendo o que plantaram, por desdenhar do Congresso e governar por meio do Supremo. Foi uma resposta clara ao governo e a alguns no STF”.
Campanha de Flávio aposta em narrativa para os próximos meses após derrota no Senado
A campanha passa a tratar a rejeição como base para continuar o discurso sobre relação entre Congresso, governo e Supremo. O objetivo é reforçar essa mensagem ao longo dos próximos meses.
Com isso, o trecho “Lula não tem qualquer controle sobre o Congresso” ganha espaço nas falas do grupo. A repercussão do episódio deve seguir como ponto de comunicação política.
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