Trabalhadores já podem usar parte do FGTS para renegociar dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras no Novo Desenrola Brasil, desde a última segunda-feira (25). A medida vale para reduzir a inadimplência e mexe no calendário de saques do FGTS.
Uso de FGTS no Novo Desenrola Brasil começa em 25 de maio
Desde a última segunda-feira (25), os trabalhadores podem usar parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas em atraso.
O governo federal diz que o objetivo do programa é diminuir os índices de inadimplência dos trabalhadores no Brasil.
Programa deve movimentar até R$ 8,2 bilhões e muda saques
O governo federal espera que o Novo Desenrola Brasil movimente até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, segundo números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O Ministério da Fazenda informou que o uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.
No programa, entram dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e 720 dias, incluindo cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
Quem pode aderir e quanto o trabalhador pode usar do FGTS
O Desenrola 2.0 atende trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026). O trabalhador pode usar até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização ou quitação.
O saldo pode ser consultado no aplicativo do FGTS no Novo Desenrola Brasil. A adesão começa com autorização de acesso das instituições financeiras ao saldo pelo app, com login no Gov.br, e a conclusão pode ocorrer sem ir a agências da Caixa, com prazo estimado de até 30 dias após a consulta.
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