Nova tarifa dos EUA amplia atrito com o Brasil e puxa debate sobre Pix e eleições

Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de tarifas contra produtos brasileiros e a medida aumentou a tensão entre Brasília e Washington. O tema entrou no debate do programa Ponto de Vista e ganhou força com a exclusão do Brasil da lista de aliados prioritários dos EUA na América Latina.

Tarifa de 12,5% e lista de aliados voltam a colocar Brasil e EUA no centro

A nova rodada de tarifas foi anunciada pelos americanos contra produtos brasileiros e abriu uma nova frente de disputa política. O debate também citou a decisão do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de excluir o Brasil da lista de aliados prioritários dos Estados Unidos na América Latina.

No programa, Uriã Fancelli disse que a ofensiva tarifária tem um componente político e ideológico. Ele relacionou isso ao calendário eleitoral americano de meio de mandato.

Tarifa de “trabalho forçado” e investigação cita Pix, comércio digital, etanol e desmatamento

O texto menciona uma tarifa de 12,5% anunciada pelos americanos com a justificativa de “trabalho forçado” no Brasil. A investigação comercial dos EUA passou a citar práticas brasileiras ligadas ao Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

Laísa Dall’Agnol reproduziu uma fala de Lula em que o presidente reclamou da postura americana após negociações diplomáticas. José Benedito afirmou que Lula está “aprendendo uma dura lição” e disse que a política do republicano muda com avanços e recuos.

O debate também destacou a reação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre o Pix. Ele afirmou que o Pix “é o símbolo maior da soberania financeira brasileira” e disse que o sistema está fora de qualquer negociação com Washington.

Governo Lula tenta manter diálogo e bolsonarismo busca mudar o foco

Fancelli disse que o governo Lula deve manter uma postura institucional de diálogo. Ele também afirmou que o bolsonarismo tenta deslocar a discussão para segurança pública, citando a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

O programa apontou que Flávio Bolsonaro passou a tentar puxar o debate para dizer que a defesa do Pix caberia ao grupo dele. A crise comercial, segundo os participantes, entrou na disputa narrativa que antecede a eleição presidencial de 2026.

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