Fernando Haddad criticou, nesta segunda-feira, 15, a atuação do senador Flávio Bolsonaro no caso das novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O ex-ministro da Fazenda falou durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil e associou o desgaste à ida de Flávio aos EUA.
Haddad liga ida de Flávio aos EUA e tarifas americanas a desgaste político
Haddad disse que a população repudia a atitude de Flávio de “beijar a mão do Trump” e pedir medidas que “eventualmente colaborem com a sua eleição”.
Ele afirmou que foi “um tiro no pé, e de novo” e acrescentou que “eles nem aprendem com os erros que cometem”.
EUA impõem 25% de tarifas; Haddad diz que a medida é agressão e sem justificativa
O petista afirmou que os Estados Unidos tratam a decisão como hostil ao Brasil e rejeitou justificativas para a adoção das tarifas.
Haddad declarou: “A tarifa só pode ser entendida como uma agressão. Não tem justificativa”.
Ele também disse que o governo brasileiro precisa conduzir as negociações internacionais e criticou bolsonaristas por atuarem contra os interesses do próprio Brasil, com a frase “O que não pode acontecer é um grupo interno do Brasil jogando contra o país”.
Lula é apontado como liderança para dialogar com governos estrangeiros
Haddad defendeu o papel do presidente Lula nas negociações e disse que, “Se tem alguém que vai, é o presidente Lula”. Ele completou: “Não conheço outra pessoa que possa fazer isso”.
O ex-ministro afirmou ainda que o Brasil tem “uma rede de países amigos” e que “Tem tapete vermelho para entrar” e “Não é pária”.
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