Vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia muda o mapa político da América do Sul

Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial na Colômbia neste domingo, 21, e derrubou Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro. Com a derrota, a direita passou a controlar sete dos doze governos sul-americanos.

Direita assume 7 de 12 governos após eleição na Colômbia

A eleição na Colômbia redesenhou o equilíbrio político da América do Sul.

Com esse resultado, a direita ganha a dianteira no tabuleiro regional.

Cadeia de vitórias conservadoras começa em 2025 e chega à Colômbia

A mudança consolida uma sequência de vitórias eleitorais de candidatos conservadores iniciada em 2025.

Antes da Colômbia, a direita já tinha conquistado o poder na Bolívia em outubro de 2025, com a vitória de Rodrigo Paz, que derrotou os candidatos ligados ao Movimento ao Socialismo (MAS), fechando quase duas décadas de predominância da esquerda.

Em dezembro, José Antonio Kast venceu as eleições presidenciais chilenas, sucedendo o esquerdista Gabriel Boric.

Mapa destaca países de esquerda e direita e mantém observações no Peru e na Venezuela

No quadro citado, a esquerda tem 4 governos: Brasil — Luiz Inácio Lula da Silva, Guiana — Irfaan Ali, Suriname — Jennifer Simons e Uruguai — Yamandú Orsi.

A direita aparece com 8 governos: Argentina — Javier Milei, Bolívia — Rodrigo Paz, Chile — José Antonio Kast, Colômbia — Abelardo de la Espriella, Equador — Daniel Noboa, Paraguai — Santiago Peña e Peru — Keiko Fujimori*. Também entra Venezuela — Delcy Rodríguez**. *Mesmo sem apuração oficialmente concluída, Keiko Fujimori mantém vantagem de cerca de 41.000 votos sobre o esquerdista Roberto Sánchez com mais de 99% das urnas contabilizadas. **A Venezuela é descrita como oficialmente bolivariana, mas sob o comando dos Estados Unidos após detenção de Nicolás Maduro.

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