Protestos estudantis na França fecham até 1.800 escolas e levam 6.100 presos

Protestos estudantis se espalharam por mais de 30 cidades da França, com fechamento de escolas e prisões em massa nesta terça-feira, 6. Até agora, o Ministério do Interior informou que 6.100 pessoas foram presas, na maioria menores de idade.

Manifestação ganha força em várias cidades e já afeta a rotina das escolas

Estudantes pedem mais professores e mudanças na rotina do colégio. Eles também cobram horários de almoço mais longos, revisão da duração do dia letivo e melhorias na estrutura das escolas.

Em alguns locais, autoridades educacionais disseram à Reuters que há colégios tentando levar aulas para o modo remoto. Mesmo com a transferência proposta, parte de professores e pais marcha junto com os alunos.

Fechamentos e prisões: 1.800 escolas bloqueadas e confronto em Estrasburgo

O sindicato dos estudantes do ensino médio, Union Syndicale Lycéenne, afirmou que mais de 1.800 escolas e 90% das universidades foram bloqueadas ou fechadas. Já o Ministério do Interior disse que cerca de 900 instituições de ensino estão com as portas fechadas.

Segundo o Ministério do Interior, até o momento 6.100 pessoas foram presas. A mesma fonte informou que mais de 1.800 pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 menores.

Autoridades registraram protestos pacíficos no começo da manhã em Marselha, Nantes e Lyon. Em Estrasburgo, houve confrontos entre a polícia e os manifestantes, e a expectativa é de um ato maior em Paris à tarde.

Governo promete resposta e fala em feridos com ênfase nos confrontos

O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse que ao menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos. Lecornu também informou que alunos de algumas regiões perdem meses de aulas por falta de profissionais e mencionou a revisão da jornada escolar.

O Ministério da Educação estima que entre 400 e 500 escolas seguem total ou parcialmente fechadas de um total de 3.700. A porta-voz do governo, Maud Bregeon, disse à CNews: “Nossa prioridade é restaurar a ordem”.

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