O desembargador Ricardo Couto comandou o Estado do Rio com exonerações em massa, auditorias em contratos e suspensão de licitações. As medidas mexeram com aliados e aumentaram o desconforto nos bastidores do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Exonerações e mudanças em contratos colocam TJ-RJ e políticos em alerta
O TJ-RJ acompanha com resguardo a atuação recente de Couto no executivo. Várias decisões adotadas por ele abalaram a estrutura política que atua no governo fluminense.
Depois das mudanças, deputados e outros políticos passaram a trocar críticas e desaprovação, com força em ano eleitoral.
Deputados prometem usar dados sobre gastos e cargos em comissão
Parte dos deputados ameaça revidar levantando números ligados a gastos, contratos, cargos em comissão e uso do Fundo Especial do Tribunal de Justiça. A intenção é mostrar que o “moralizador” do governo do estado não cuidou do próprio ambiente.
Os parlamentares ainda não apresentaram projetos de lei para restringir o estilo de atuação da magistratura. Eles citam o novo presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), como fator que segura o avanço dessas iniciativas.
Fórum e arredores ficam tensos com a atuação de Couto no Palácio Guanabara
Quem trabalha no fórum, no Palácio da Justiça e nos arredores, também demonstra incômodo com a rotina do desembargador no comando do Palácio Guanabara. O grupo já estava sob pressão após a caçada aos penduricalhos.
Com a troca de ameaças no meio político e o tribunal em foco, o que deve pesar agora é a reação que os deputados dizem que vão preparar com números do TJ-RJ.
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