Aulas na China discutem cidades resilientes para lidar com terremotos, enchentes e tufões

Em aulas na China, o professor Han Rubing mostrou como cidades resilientes reduzem perdas e voltam a funcionar rápido após terremotos, enchentes, tufões e deslizamentos. O destaque foi a ideia de que tecnologia só funciona com treinamento e ação da população.

Curso na China liga “cidades inteligentes” a um plano de resposta para desastres

Nas terceira e quarta aulas do curso Cidades Sustentáveis, a discussão saiu dos carros autônomos e foi para uma pergunta direta: o que impede uma cidade de parar diante de um desastre?

Han comparou cenários da China e do Brasil e disse que a fragilidade urbana se repete, mesmo com tipos de desastre diferentes.

De Yangtzé a Rio Grande do Sul: por que a interrupção vira efeito em cadeia

Ele citou as grandes cheias na bacia do rio Yangtzé e os tufões no litoral sudeste da China, e também as inundações no Rio Grande do Sul e os deslizamentos no Rio de Janeiro.

Segundo a explicação, a cidade concentra pessoas, imóveis, serviços e redes que dependem umas das outras. Se a energia falha, transporte, comunicação e atendimento médico podem ser afetados.

Han resumiu a cidade resiliente como aquela que aguenta o impacto, adapta-se e recupera rápido suas funções essenciais, com um modelo que envolve robustez das estruturas, alternativas para energia, água e comunicação, mobilização de pessoas e rapidez na recuperação.

Monitoramento, alerta e prevenção: o papel dos moradores antes do desastre

Han disse que a China usa monitoramento e alerta, com aviso de terremoto emitido depois que o tremor começa, e comunicou que esse sistema cobre 2,2 milhões de quilômetros quadrados e alcança 660 milhões de pessoas.

Ele também apontou a data 12 de maio, quando a China criou o Dia Nacional de Prevenção e Redução de Desastres, com campanhas educativas, testes de sirenes e exercícios de evacuação em escolas, órgãos públicos e comunidades.

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