Uma análise da Polícia Federal em um celular do deputado estadual do Rio Thiago Rangel, preso na Operação Unha e Carne no dia 5, mostrou vídeo com uma mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo. A PF diz que o valor teria vindo do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar para bancar campanhas em Campos dos Goytacazes.
Operação Unha e Carne mira suspeita de dinheiro em espécie e troca por cargos
A PF encontrou indícios de pagamento em dinheiro vivo a partir do que aparece no vídeo do celular apreendido com Rangel.
A investigação também aponta para suspeita de caixa 2 e inclui falas sobre distribuição de pessoas e apoio eleitoral dentro de estruturas ligadas ao Estado e à prefeitura.
Vídeo fala em R$ 500 mil e diálogos citam um total de R$ 2,9 milhões
Segundo a PF, o dinheiro de R$ 500 mil teria sido repassado por Rodrigo Bacellar a Thiago Rangel.
A PF diz que esse valor faria parte de um pagamento maior de R$ 2,9 milhões, com base em diálogos encontrados no aparelho de Rangel.
A apuração cita a filha do deputado, Thamires Rangel, eleita vereadora antes de completar 18 anos. A PF relata que, aos 19 anos, ela ocupava o cargo de subsecretária estadual de Conscientização Ambiental e foi exonerada pelo desembargador Ricardo Couto, governador em exercício, um dia antes da operação.
Defesas negam repasse e operação não aponta alvo no caso de Bacellar
Thamires nega ter recebido valor de Bacellar.
A defesa de Rangel diz que ele não tem operador financeiro e que nunca recebeu repasse ilícito de Bacellar ou de outros. A defesa de Bacellar afirma que “não há voz ou o nome dele em nada” e diz que ele não foi alvo da operação.
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