Com o cessar-fogo entre Israel e o grupo militante xiita Hezbollah em vigor nesta sexta-feira, 17, muitos libaneses deslocados pela guerra começaram a retornar para suas casas. O retorno acontece em meio a destruição no sul do Líbano e em áreas ao redor de Beirute.
Retorno acontece em Beirute e no sul, com moradores divididos entre voltar e esperar
De acordo com a agência de notícias AFP, há movimento intenso nos subúrbios de Beirute, que foram devastados pelos bombardeios. Outros moradores também seguem para cidades do sul do Líbano, mesmo com recomendações de Tel Aviv.
Em entrevista à AFP, a libanesa Insaf Ezzeddine disse que a casa dela teve danos graves, mas que ela voltou à capital com o marido e a filha após o anúncio do cessar-fogo.
Tel Aviv segue com alertas: Israel diz que campanha contra o Hezbollah continua
O bairro onde Ali Hamza mora, controlado pelo Hezbollah, recebeu bombardeios das Forças de Defesa de Israel desde o início do conflito em março. Hamza encontrou a casa intacta, mas afirmou que o medo de novos ataques impede o retorno total.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o cessar-fogo não encerrava a campanha contra o Hezbollah. Katz disse que as Forças de Defesa de Israel pretendem manter posições ao sul e que, se os combates reiniciarem, moradores que voltaram terão que fugir novamente.
Engarrafamento na ponte de Qasmiyeh marca o retorno no sul; reunião nos EUA está nos planos
Também houve movimento no sul do país. Nesta manhã, dezenas de milhares de pessoas se aglomeraram em um engarrafamento na ponte de Qasmiyeh, que liga Tiro ao restante do Líbano, e para muitos foi a primeira vez em mais de um mês que puderam ver seus lares.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, devem visitar a Casa Branca para uma reunião conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “nos próximos dias”, informou o presidente americano.
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