Ciro Gomes recusou em maio um convite do PSDB para disputar a Presidência da República pela quinta vez na carreira. Ele contou os bastidores da decisão em entrevista.
Quinta vez que Ciro bateu o martelo e o PSDB tentou
Ciro Gomes, pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, recusou a proposta da direção tucana para disputar a Presidência.
As outras tentativas citadas por ele foram em 1998, 2002, 2018 e 2022.
Convite veio da direção tucana e Ciro citou mudança nas contas do país
Em entrevista a VEJA, Ciro disse que falou com Aécio Neves, presidente do partido. Ele relatou: “Disse ao Aécio Neves (presidente do partido) que, se o convite fosse talvez 150 dias atrás, encontraria aquilo que é um sonho meu”.
Ciro também lembrou o tempo em que ficou nos Estados Unidos depois de deixar o Ministério da Fazenda, com pouco mais de 100 dias à frente da pasta na reta final do governo Itamar Franco.
Ele afirmou que não tinha fortuna e que se preservou republicano. Ciro disse ainda que abriu mão de aposentadorias especiais como ex-prefeito, ex-deputado e ex-governador.
Sobre a disputa, Ciro declarou: “Até a eleição passada, de 2022, eu tinha segurança de que eu dava jeito no problema do país. Agora, estou seguro que está sem jeito.” Ele falou de dívida pública federal “galopando a 1 trilhão por ano”, arrecadação no limite máximo e carga tributária fora de “qualquer razoabilidade”.
Ele diz que o país caminha para um colapso fiscal e cita Bolsonaro e Lula
Ciro atribuiu o cenário tanto ao governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) quanto à atual administração do presidente Lula.
Ele afirmou que seriam “rigorosamente a mesma coisa” e citou pontos como câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação e autonomia do Banco Central.
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