A campanha de Ciro Gomes ao governo do Ceará ganhou mais força com alianças de direita e com discursos associados ao bolsonarismo. O tucano se uniu ao PL de Flávio Bolsonaro e tem ampliado a fala antipetista e críticas a ministros do STF.
Aliança com o PL impulsiona discursos de Ciro no Ceará e abre espaço a nomes da direita
O PSDB de Ciro Gomes fechou aliança com o PL e puxou lideranças do partido e de outras siglas ligadas à direita.
Mesmo sem apoiar Flávio Bolsonaro à Presidência e sem defender a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato passou a usar falas que fazem parte do mesmo campo político.
Real Time Big Data aponta empate numérico e mostra Ciro e Elmano na disputa pelo 2º turno
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, feita entre 15 e 19 de agosto, coloca Ciro e Elmano numericamente empatados em 44% das intenções de voto.
No segundo turno, o petista aparece com 46% contra 45% do tucano.
A campanha também destaca apoio de siglas como União Brasil, PP e PL, com Ciro ao lado de Alcides Fernandes (PL-CE) na chapa ao Senado.
Freio no STF, câmeras na PM e críticas a mulheres entram na pauta de campanha
Em fala no “adesivaço” na Praia do Futuro, em Fortaleza, no último domingo, 23, Ciro disse que os dois candidatos ao Senado na chapa vão “ajudar a endurecer a legislação” e “colocar um freio respeitoso, mas um freio, nos abusos” de setores do Supremo Tribunal Federal.
Em outra frente, ele falou contra câmeras de segurança, afirmou que quer “libertar a polícia do Ceará” e fez declarações que geraram reação após a convenção de 1º de agosto, quando disse que “as mulheres do PT são absolutamente agressivas num feminismo vazio”.
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