CNN diz que Irã ainda mantém metade dos lançadores e drones após 5 semanas de ataques

A CNN informou que uma avaliação de inteligência dos EUA aponta que cerca de metade dos lançadores de mísseis e dos drones do Irã continuam intactos após cinco semanas de guerra contra Estados Unidos e Israel. A informação ganha força depois de falas recentes do presidente Donald Trump sobre o arsenal iraniano.

Levantamento de inteligência dos EUA indica preservação de metade dos sistemas do Irã

Segundo a CNN, a análise foi divulgada nesta quinta-feira, 2, com base em informações de fontes ouvidas pela emissora.

Uma das fontes disse que o material ainda está “muito preparado para causar estragos absolutos em toda a região”.

“Lançadores soterrados” podem não estar prontos, mas não foram destruídos totalmente

De acordo com a avaliação, parte dos armamentos pode não estar pronta para o uso imediato, como lançadores soterrados por ataques. Mesmo assim, a análise diz que não houve destruição completa.

O levantamento também aponta que uma parcela dos mísseis de cruzeiro ligados à defesa costeira segue preservada. Esse tipo de armamento é tratado como estratégico por permitir que o Irã ameace o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de petróleo, que está fechada desde o início do conflito no Oriente Médio.

Casa Branca contesta e Trump afirma que “restam muito poucos” mísseis

A Casa Branca contestou a informação da CNN. O governo afirmou que os dados não mostram o impacto das operações militares e disse que a ofensiva destruiu grande parte das instalações de produção iranianas, neutralizou a marinha e garantiu domínio aéreo sobre o país.

A avaliação da inteligência dos EUA também contrasta com o que Donald Trump declarou na quarta-feira. Ele disse que a força aérea iraniana “está em ruínas” e que “restam muito poucos (mísseis)”.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.