Cuba restringe transporte entre províncias por falta de gasolina e anuncia pacote de reformas

Cuba anunciou restrições drásticas no transporte público entre províncias por causa da crise de combustíveis. O presidente Miguel Díaz-Canel também afirmou que o país precisa de “mudanças urgentes” para enfrentar a crise econômica.

Com crise de combustível, governo cubano reduz viagens e reforça pacote de reformas

Em discurso televisionado nesta quinta-feira, 18, Miguel Díaz-Canel disse que a economia cubana precisa de “mudanças urgentes”. Ele falou após o Comitê Central do Partido Comunista aprovar um pacote de reformas para ampliar a abertura econômica do país.

Segundo o presidente, quando a vida do povo fica “tão dura”, o governo precisa mudar o que for necessário para sair da crise. Ele citou que algumas mudanças não terão “consenso absoluto”, mas “são impostergáveis”.

Comitê Central aprova reformas e Assembleia valida mudanças em meio a sanções dos EUA

O plano do governo foi aprovado pela Assembleia Nacional do Poder Popular, que se reuniu em caráter de urgência. Figuras como o ex-presidente Raúl Castro também se manifestaram favoravelmente à medida.

O texto também menciona que os objetivos das reformas incluem abertura de setores à iniciativa privada, atração de capital de cubanos que moram no exterior, redução da participação estatal na economia e maior autonomia às empresas públicas. A crise ocorre após a intensificação das sanções dos Estados Unidos ao setor energético da ilha desde janeiro.

O artigo cita ainda que Cuba tem embargo econômico dos EUA desde 1962. Também informa que a atual gestão do presidente Donald Trump endureceu a política americana para acelerar mudanças no modelo econômico cubano.

Viagens passam a ter mais espaçamento e passageiros devem pedir com 7 dias

Com a falta de combustíveis, Havana anunciou restrições ao transporte interprovincial. A frequência das viagens caiu e os passageiros devem solicitar as viagens com sete dias de antecedência.

A partir desta quinta-feira, trens que saem da capital para cidades do leste do país vão circular apenas a cada 16 dias, em vez de cerca de três vezes por semana. Já os ônibus terão frequência de uma a três viagens para as capitais provinciais por semana, antes com pelo menos uma viagem por dia.

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