Decreto de Ricardo Couto reforça neutralidade político-eleitoral no governo do estado após campanha de Danielle Barros

Ricardo Couto, governador em exercício do estado do Rio, publicou um decreto no Diário Oficial desta quarta (26) para exigir neutralidade político-eleitoral de agentes da alta administração do Poder Executivo estadual. A medida entra em cena depois que a secretária Danielle Barros subiu em palanque para pedir votos para o irmão.

Decreto busca conter uso de cargos e recursos em campanhas no primeiro escalão

O decreto define o dever de neutralidade político-eleitoral para integrantes da cúpula do governo estadual. A regra vale para agentes públicos ligados ao Poder Executivo.

A publicação ocorre logo após orientação anterior de Couto para que o primeiro escalão mantivesse neutralidade nas eleições. Segundo o texto, a ideia era não transformar preferência política em atuação eleitoral.

Danielle Barros fez campanha para Áureo Ribeiro e decreto amplia restrições

O episódio citado aconteceu no último fim de semana, quando Danielle Barros subiu no palanque para fazer campanha para a candidatura do irmão, o deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade) à reeleição.

Pelas novas regras do decreto, secretários, subsecretários, dirigentes de autarquias, fundações, empresas públicas e demais ocupantes de cargos de direção não podem participar da organização ou execução de campanhas político-eleitorais. Também fica proibido usar bens, veículos, imóveis, recursos humanos e outros recursos da Administração Pública para fins eleitorais.

O decreto ainda impede manifestações de preferência política em canais institucionais de comunicação. Também veda associar programas, obras e ações do governo a candidaturas ou partidos e proíbe usar autoridade ou estrutura do cargo para influenciar o processo eleitoral.

Regras garantem exercício individual de direitos, mas punem descumprimento

O texto do decreto diz que os agentes públicos podem exercer direitos políticos individualmente. A condição é que isso ocorra de forma pessoal, fora do expediente e sem envolver recursos ou estruturas do governo.

Quem descumprir as determinações pode sofrer medidas administrativas e disciplinares. Para ocupantes de cargos comissionados, a conduta também pode influenciar a decisão sobre a permanência na função.

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