Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB preso pela Polícia Federal em 16 de abril, não conseguiu avançar nas negociações de delação premiada no caso Master. A expectativa era que ele entregasse nomes de políticos e pessoas ligadas ao esquema, mas os relatos ainda não trouxeram elementos novos para a investigação.
Investigações do caso Master já cruzaram sigilos e deixaram relatos de Costa para trás
Transferido para uma cela da Polícia Federal, Costa busca um acordo de delação premiada. Ele quer entregar figurões da República e também explicar engrenagens internacionais por onde o dinheiro desviado teria circulado.
Até o momento, as histórias contadas por ele não apresentam provas ou elementos novos. Em alguns pontos, os relatos já foram superados pelo que os investigadores encontraram nas quebras de sigilo financeiro e telemático feitas no caso Master.
Ex-chefe do BRB cita propina de imóveis e diz que negociava fraudes do Banco Master
Preso em 16 de abril, Costa construiu em sigilo, com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma das maiores fraudes da história do país. A ação ocorreu enquanto Costa quebrava o Banco Regional de Brasília.
Em troca de imóveis de luxo que somariam quase 150 milhões de reais em propina, Costa teria aceitado mascarar fraudes. Essas fraudes teriam custado mais de 12 bilhões de reais aos cofres do banco distrital.
Negociação segue travada e exige mais para um acordo com PGR e PF
Interlocutores de Costa afirmam que as falas dele trazem coisas de ouvir dizer e narrativas sem utilidade na barganha com a PGR e a PF. Eles dizem que, para escapar da Justiça, Costa teria de fazer muito mais para conseguir um acordo.
Por enquanto, a delação não sai do lugar e a investigação continua com base nos elementos já coletados no caso Master.
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