O desembargador federal Macário Júdice Neto completou seis meses de prisão preventiva sem ter sido ouvido formalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi detido no dia 16 de dezembro de 2025 no caso ligado ao deputado estadual Thiago Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias.
Prisão preventiva já dura meio ano sem depoimento no STF
Macário Júdice Neto ficou preso mesmo sem passar por oitiva formal no STF. A situação chama atenção porque o processo segue no Supremo.
A acusação citada no caso aponta vazamento de informações sigilosas ligadas à operação que prendeu o deputado estadual Thiago Raimundo dos Santos.
PF diz que vazamento ocorreu em encontro com Rodrigo Bacellar em setembro de 2025
A tese defendida pela Polícia Federal (PF) diz que o vazamento teria acontecido durante um encontro entre o desembargador e o ex-deputado Rodrigo Bacellar (PL), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O relatório oficial indica que a reunião teria ocorrido em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, em setembro de 2025. A comprovação material do encontro ainda é ponto de discussão nas investigações.
STF autoriza depoimento de Bacellar e defesa aponta dados de antenas
O caso tramita sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no STF. Em decisão recente, Moraes autorizou que a Procuradoria da República no Rio de Janeiro colha o depoimento de Rodrigo Bacellar sobre o vazamento de informações.
A defesa de Macário Júdice Neto questiona a permanência do magistrado na prisão. Os advogados citam que o levantamento das antenas de telefonia celular (ERBs) de Macário e de Bacellar indica que ambos não estiveram no mesmo local na noite do suposto encontro.
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