DHS aponta guerra no Irã como possível motivação do atentado contra Donald Trump em abril

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) apontou a guerra no Irã como uma das possíveis motivações da tentativa de assassinar o presidente Donald Trump em abril. O ataque aconteceu durante um jantar com jornalistas da Casa Branca.

Relatório do DHS liga guerra no Irã a postagens do suspeito Cole Allen

O DHS identificou a guerra no Irã como um fator que pode ter influenciado a decisão do responsável pelo ataque. A informação aparece em um relatório oficial citado pela Reuters.

Segundo o documento, investigadores analisaram as redes sociais do suspeito e buscaram sinais de insatisfação com ações americanas no conflito. A conclusão foi ligada à decisão de realizar o ataque.

Relatório de 27 de abril cita “múltiplas queixas sociais e políticas” e críticas nas redes

O relatório, produzido pelo Escritório de Inteligência e Análise do DHS, tem data de 27 de abril. Ele aponta que Cole Allen tinha “múltiplas queixas sociais e políticas” ligadas à gestão Trump.

Ao examinar as postagens de Allen, os investigadores encontraram críticas às ações americanas na guerra no Irã. O documento afirma que o confronto “pode ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque”.

O texto também foi distribuído para agências policiais estaduais e outros órgãos federais após o incidente no final de abril. A Reuters obteve o material por pedidos de acesso à informação feitos pela ONG Property for the People.

Atentado em 25 de abril: tentativa de invasão, manifesto e acusações do DOJ

Cole Allen, 31, engenheiro mecânico formado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, tentou invadir o jantar entre Trump e jornalistas no Washington Hilton Hotel em 25 de abril. Ele entrou em confronto com agentes do serviço secreto e a mobilização levou a retirada de Trump às pressas.

Depois, um manifesto redigido por Allen e enviado a seus familiares foi divulgado ao público. No mesmo período, na terça-feira 5, o Departamento de Justiça dos EUA acrescentou agressão a um agente federal às acusações, incluindo tentativa de assassinato e disparo de arma de fogo durante crime violento.

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