Eleições de 2026 destacam desinformação, uso da máquina e debates sem confronto direto

A eleição de 2026 virou um retrato do sistema político, com destaque para desinformação, uso da máquina pública e disputas que migram para tribunais. O texto reúne as principais lições sobre o que aconteceu antes e depois da votação.

Justiça Eleitoral conteve desinformação no 1º turno, mas segundo turno teve nova onda

No primeiro turno, a Justiça Eleitoral conteve a desinformação e o uso de inteligência artificial em nível inferior ao de 2022.

No segundo turno, com a disputa empatada nas pesquisas, a desinformação voltou. O “Exército do Lula” e um grupo ligado a Flávio publicaram nas redes um volume que o tribunal não consegue drenar.

Gastos no ano eleitoral e disputa jurídica marcam o jogo político

O Gastômetro do Estadão soma 354 bilhões de reais em medidas lançadas ou ampliadas no ano eleitoral, com reajuste de 15% do Bolsa Família a duas semanas do primeiro turno.

O texto cita Roseann Kennedy e a comparação com um caso de 2004, quando o TSE cassou o senador João Capiberibe por acusação de compra de votos a 26 reais cada.

O terceiro ponto aponta debates sem confronto direto entre líderes no primeiro turno e a guerra jurídica como fator que levou o caso para os tribunais. A campanha de Flávio move sete ações pedindo a cassação da chapa de Lula.

Abstenção alta e reforma da reeleição entram no radar para a próxima eleição

Segundo o texto, 21,08% de abstenção foi a maior desde 1998. Ele soma ainda quase 6 milhões de votos brancos e nulos.

O texto diz que a regra da reeleição, instituída por emenda de junho de 1997, deveria ser revista. A próxima eleição, segundo o texto, pode mudar a regra conforme decisão do Congresso após as urnas.

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