A Gerdau foi multada em R$ 50 milhões pelo INEMA por causa de contaminação por compostos químicos na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. A decisão foi tomada após intervenções da empresa no solo e na água sem autorização prévia.
INEMA diz que Gerdau fez intervenções sem autorização na área da praia de Salvador
O INEMA, órgão do governo do estado da Bahia, apontou a siderúrgica como responsável por contaminação em águas e sedimentos do local. A praia fica no subúrbio ferroviário de Salvador.
Segundo a autarquia, a empresa teria feito ações para atenuar danos no solo e na água. O INEMA afirma que isso ocorreu sem autorização prévia.
Defesa da Gerdau contesta multa e cita ciência prévia da Intermarítima sobre cobre
O Radar teve acesso à contranotificação da Gerdau. No documento, a empresa diz que não vai pagar a indenização e afirma que a responsabilidade pelo passivo é da compradora do Terminal Itapuã.
A defesa reconhece contaminação histórica por cobre no solo, na água subterrânea e em sedimentos locais. Ela também diz que a Intermarítima recebeu resultados de um laudo ambiental feito pela consultoria Arcadis em fevereiro de 2021 antes de assinar a compra e que o diretor-presidente Roberto Zitelmann de Oliva Junior deu sinal verde para concluir a operação.
A Gerdau acrescenta que a Intermarítima assinou em 2022 um termo de encerramento da transação, com ciência de um auto de infração anterior do INEMA que já tratava da presença de cobre na área.
INEMA cita químicos no local e aponta mortes de vidas marinhas; caso pode ir à Justiça
Sem garantias de pagamento da multa e com indícios de disputa entre as empresas, o caso deve seguir para os tribunais. Por enquanto, o INEMA destaca laudos com cobre dissolvido, nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal.
O texto do órgão afirma que a alta concentração desses químicos já causou a morte de incontáveis vidas marinhas na região.
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