A Universidade Harvard aprovou uma mudança que limita a quantidade de notas A, também chamadas de 10, para alunos de graduação. A partir do segundo semestre de 2027, professores poderão dar pontuação máxima para cerca de 20% da turma.
Medida tenta mudar como funciona a nota máxima em Harvard
A mudança busca “restaurar a integridade” do sistema de avaliação. O objetivo passa por ajustar a distribuição das notas para “restaurar” o papel da nota A na rotina acadêmica.
Um relatório de outubro do ano passado apontou que mais de 60% das notas dos alunos de graduação de Harvard foram A. Há duas décadas, apenas um quarto deles recebia essa nota.
Regra “20 mais quatro” vale para a nota A e afeta prêmios e honrarias
O corpo docente aprovou a fórmula “20 mais quatro”. Em uma turma de 100 estudantes, apenas 24 podem receber A.
Também foi aprovada uma proposta em que a classificação percentual média, e não o GPA (média ponderada acumulada), seria usada para definir prêmios e honrarias. Outra iniciativa que permitia que disciplinas pedissem isenção à limitação de As foi rejeitada.
A subcomissão que elaborou as propostas afirmou que uma nota A em Harvard deve dizer “algo concreto” sobre o que o aluno conquistou. Ela escreveu que um A deve voltar a ser “uma marca de distinção extraordinária”.
Propostas dividem alunos e entram em vigor no segundo semestre de 2027
Em uma pesquisa feita em fevereiro, quase 85% dos alunos disseram desaprovar as propostas. Alguns relataram que a mudança pode aumentar a competição e reduzir riscos intelectuais, além de afetar a autonomia.
A regra começa a valer no segundo semestre de 2027. A medida deve redefinir como a nota máxima aparece para a turma daqui para frente.
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