Inundações devastadoras entre Nepal e Tibete fizeram mais de 100 peregrinos sumirem após a catástrofe perto do Himalaia. O impacto atinge moradores e viajantes que estavam indo ao Monte Kailash, um local sagrado, e já deixou pelo menos 365 mortos.
Monte Kailash reúne peregrinação no Himalaia e gera rotas entre Nepal e China
O Monte Kailash fica no sudoeste do Tibete, perto das fronteiras da China com o Nepal e a Índia. O pico passa de 6.400 metros de altitude e fica perto do Lago Manasarovar.
A China proíbe tentativa de escalada por causa do significado religioso do local. Ainda assim, peregrinos fazem um circuito ao redor do monte, com passagem por áreas afetadas no Nepal e cruzando a fronteira em Rasuwagadhi.
Desaparecidos incluem estrangeiros e a catástrofe foi ligada ao colapso de geleira
As inundações atingiram uma região na fronteira entre Nepal e Tibete durante a peregrinação ao Monte Kailash. Ao menos 365 pessoas morreram, e há centenas de feridos na área.
No Nepal, quase 600 estrangeiros aparecem entre 826 desaparecidos, incluindo 177 indianos, 90 americanos, 34 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. A mídia estatal chinesa disse que pelo menos 558 pessoas sumiram no lado tibetano, com pelo menos 260 estrangeiros.
Resgate usa helicópteros e relatos de sobreviventes falam em “parede de água”
Equipes de resgate acharam corpos a centenas de quilômetros rio abaixo, no distrito de Chitwan, no Nepal, perto da fronteira. Até a manhã desta quinta, o exército nepalês resgatou mais de 100 pessoas usando helicópteros.
Sobreviventes contaram que a força da enchente deixou pouco tempo para fugir. Bibek Kumal relatou que uma parede de água caiu com um barulho parecido com terremoto, e Keshav Prasad Baral disse que perdeu a mulher na lama.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.