Votos do candidato Anthony Garotinho (Republicanos) seguem com validade ligada a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mesmo depois de decisão do TRE-RJ. O caso pode mexer na conta dos percentuais no primeiro turno no Rio.
Instabilidade no governo e briga sobre votos “sub judice” marcam a sucessão no Rio
O Rio vive um quadro de instabilidade desde o fim de março, quando o ex-governador Cláudio Castro (PL) deixou o cargo.
Com a dupla vacância no comando do estado, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, assumiu a cadeira e segue até hoje, enquanto ações na Justiça tentam definir quem deveria assumir o governo.
Dois meses após o fim da inelegibilidade, TRE-RJ decide em 29 de outubro
O pleito de domingo, 4, deveria encerrar a sucessão, mas a votação abriu mais dúvidas sobre como contar os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).
Garotinho foi condenado em 2018, em segunda instância, por improbidade administrativa e ficou inelegível por oito anos. Ele diz que a proibição terminou em 1º de agosto deste ano, mas o Ministério Público Eleitoral defende outra contagem, ligada ao trânsito em julgado.
Na terça-feira 29, o Tribunal Regional Eleitoral fluminense encerrou a discussão por unanimidade. A lei prevê que, enquanto houver possibilidade de recurso, o nome de Garotinho aparece na urna, mas os votos ficam “anulados sub judice”.
Partidos calculam impacto no primeiro turno e TSE decide depois das eleições
Com a anulação, a disputa pode mudar a quantidade de votos válidos. A campanha de Eduardo Paes (PSD) afirma que ele tem chances de vencer no primeiro turno se os votos de Garotinho não forem contados.
O TRE respondeu em nota que “Os votos sub judice são contabilizados no cálculo dos percentuais obtidos no pleito”, mas a validade depende da reversão da decisão que negou o registro. A contenda segue para o TSE e a Justiça superior decide de forma definitiva só depois de encerradas as eleições.
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