Justiça do Rio nega trocar cidade do júri no caso Henry Borel

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) negou, por unanimidade, o pedido da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho para transferir o julgamento da morte de Henry Borel para outra cidade. A decisão mantém o júri na capital e fixa a data de 25 de maio.

Pedido para levar o júri de Dr. Jairinho para outra cidade é recusado pelo TJRJ

A defesa queria deslocar o julgamento do Rio para Brasília, Curitiba ou municípios do interior fluminense.

Com a decisão do TJRJ, o julgamento continua sendo realizado na capital do estado.

Repercussão no Rio e argumentos da defesa foram rejeitados por desembargador

Os advogados de Jairinho citaram “intensa exposição” do caso no Rio. Eles mencionaram cartazes e outdoors espalhados pelo município e disseram que a publicidade comprometeria a imparcialidade dos jurados.

O relator do processo, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, rejeitou o argumento. Ele afirmou que a repercussão pública não justifica a mudança de foro.

Júri segue marcado para 25 de maio; caso teve sessão adiada e mudança após determinação do STF

O julgamento foi marcado para maio depois de uma sessão anterior ser adiada. Em março, a defesa de Jairinho abandonou o plenário durante o julgamento, e a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou a sessão. Ela classificou o ato como uma manobra indevida e multou os defensores pelos custos operacionais do dia.

O episódio também motivou o retorno da mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, à prisão. Isso ocorreu após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ela ter obtido liberdade temporária que foi revogada.

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