Lula participa do G7 e evita encontro com Trump, mas critica tarifas e regras dos EUA

Lula da Silva participou da cúpula do G7 sem encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mesmo assim, ele usou o evento para mandar recados sobre tarifas e medidas dos EUA e abriu espaço para diálogo com parceiros.

Lula deixa conversa com Trump em aberto enquanto usa o G7 para responder medidas dos EUA

O encontro presencial entre Lula e Trump ainda não foi confirmado. De acordo com Diogo Schelp, colunista e editor de VEJA Diogo Schelp, um avanço nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos segue incerto.

Havia expectativa de uma conversa durante o G7, mas um episódio envolvendo a foto oficial do evento na França levantou dúvidas sobre o clima entre os líderes. Schelp citou uma fala sobre como não dar para saber se a falta de cumprimento foi proposital ou parte do protocolo.

Tarifas de 25% e disputa sobre comércio: o que Lula cobrou no G7

Um ponto de tensão citado envolve a chance de os Estados Unidos imporem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros a partir de julho. A medida foi anunciada pelo governo americano como resposta caso não existam avanços nas investigações feitas pelo escritório comercial dos EUA.

Durante o discurso no G7, Lula criticou posições classificadas como “unilaterais” e “protecionistas” em discussões comerciais ligadas aos EUA. Ele também comentou a decisão americana de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

UE entra em negociação sobre carne: diálogo com Itamaraty tenta destravar veto a compras

Enquanto a aproximação com os Estados Unidos fica indefinida, as conversas com a União Europeia tiveram um resultado mais direto. Lula se reuniu com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu, para tratar do impasse da importação de carne brasileira.

Segundo Schelp, ficou marcada a abertura de diálogo entre assessores do Itamaraty e representantes da União Europeia para tentar resolver o problema. O bloco europeu anunciou veto à compra de carnes brasileiras a partir de setembro, citando falta de documentação sobre regras sanitárias ligadas ao uso de antibióticos e outros produtos na criação dos animais.

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