Mineração do país soma R$ 77,9 bilhões no 1º trimestre e cresce 6% com ouro e cobre

A mineração brasileira terminou o 1º trimestre de 2026 com valor da produção de R$ 77,9 bilhões, alta de 6% sobre o mesmo período de 2025. O IBRAM aponta que o resultado veio com força de ouro e cobre, enquanto o minério de ferro recuou.

Setor cresce, mas depende mais de ouro e cobre e perde espaço do minério de ferro

O IBRAM destaca que o avanço do valor da produção não ficou distribuído por todas as commodities. O setor avançou com um grupo mais restrito de produtos, com destaque para ouro e cobre.

No mesmo período, o minério de ferro teve retração. Ele é o principal produto do setor e registrou queda de 3% no faturamento, mesmo com preços relativamente estáveis.

Ouro dispara 45% no faturamento, exportações sobem em valor e China concentra as vendas

O ouro puxou o resultado do trimestre. O faturamento do ouro saltou 45% e chegou a R$ 13,5 bilhões, com aumento de volume e valorização internacional, quando o preço médio subiu mais de 70%.

As exportações minerais chegaram a US$ 11,4 bilhões, com alta de 21,5% em valor. O volume cresceu 0,9%, chegando a 87,9 milhões de toneladas, e a China absorveu cerca de 66% das exportações em toneladas.

O saldo da balança comercial mineral ficou em US$ 9,29 bilhões, com crescimento de 20%. O valor representa 66% do superávit brasileiro no período.

Emprego, CFEM e investimentos: estados concentram produção e recursos da mineração

O setor registrou 230.011 empregos diretos em fevereiro de 2026. O total inclui geração de 9.029 novas vagas desde janeiro de 2025.

Minas Gerais lidera a produção mineral, com 38% do faturamento, seguido por Pará, com 35%, e Bahia, com 6%. Na CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral), Minas Gerais ficou com 44% e Pará com 40%, enquanto o total arrecadado de CFEM foi de R$ 1,98 bilhão.

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