O ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, participou nesta quinta-feira, 23, de uma incursão de extremistas judeus ao complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém. O local sagrado também é chamado pelos judeus de Monte do Templo.
Ben-Gvir se junta a orações e bandeira de Israel no complexo de Al-Aqsa
Segundo o jornal israelense Haaretz, o ministro foi escoltado por policiais armados durante a visita ao complexo. No local, o grupo fez orações, agitou a bandeira de Israel e cantou o hino nacional.
O ato ocorreu em áreas próximas à mesquita e ao santuário do Domo da Rocha, que remonta ao século VII. A reportagem cita a presença de 3.228 pessoas.
Incursão ocorre no dia de Tisha B’Av e levanta críticas sobre o “status quo”
A quinta-feira também marcou Tisha B’Av, data judaica que relembra a destruição do Primeiro Templo e do Segundo Templo, no mesmo local. Antes da incursão, milhares de judeus marcharam por áreas da Cidade Velha perto do complexo.
O Haaretz informou que algumas pessoas atacaram palestinos e vandalizaram um cemitério muçulmano perto do Portão dos Leões. A polícia prendeu 16 suspeitos.
Peace Now e governo da Palestina criticam “violação direta” do acordo
O grupo ativista israelense Peace Now disse que as orações fora de Al-Aqsa e do Domo da Rocha são uma “provocação perigosa” e que a incursão “violou diretamente o frágil status quo”.
O Ministério de Assuntos Religiosos e de Dotações da Palestina afirmou que essas ações buscam “incendiar uma guerra religiosa”. A Jordânia condenou a invasão e pediu que a comunidade internacional obrigue Israel a parar violações contra locais sagrados em Jerusalém.
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