O ministro Alexandre de Moraes votou para manter preso o advogado Alessandro Pitombeira Carracena em um julgamento virtual na Primeira Turma do STF. Ele é acusado de receber propina do Comando Vermelho (CV), o que mantém a discussão sobre a liberdade do ex-secretário na pauta agora.
Pedido de liberdade de Carracena trava julgamento virtual na Primeira Turma do STF
Moraes deu o voto em um julgamento virtual que trata de um pedido da defesa de Carracena.
Os advogados pedem a liberdade do ex-secretário e também pedem que provas encontradas no celular do advogado sejam consideradas ilícitas.
Quem é Alessandro Pitombeira Carracena e o que foi citado nas investigações
Carracena foi ex-secretário municipal de Ordem Pública do Rio na gestão de Marcelo Crivella. Ele também foi ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário estadual de Esportes no governo Cláudio Castro.
Segundo a acusação citada no texto, ele recebeu propina do Comando Vermelho (CV) e, de acordo com a Polícia Federal, integrava o núcleo político da organização ligada ao CV.
O ministro citou que ele está preso desde setembro de 2025 e que ele foi alvo das operações Zargun e Anomalia, que apuraram relações políticas da facção e tráfico de influência.
Defesa questiona provas no celular, mas Moraes rejeita pedido e nega recurso de outros investigados
A defesa alegou que os dados no celular foram extraídos do aparelho sem acompanhamento de representantes da OAB e dos advogados de defesa.
Moraes afastou a alegação de violação da cadeia de custódia e também descartou que o sigilo das comunicações profissionais de Carracena tenha sido comprometido.
Moraes ainda votou por negar pedidos de outros investigados na Operação Anomalia. Ele defendeu a manutenção das prisões do policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira e de Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, em penitenciária federal.
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