A pré-campanha presidencial de 2026 já puxou uma série de disputas na Justiça. O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, mandou remover três publicações que reproduziam declarações do blogueiro Allan dos Santos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Remoção de posts marca novas ações do TSE na pré-campanha
O caso foi debatido no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com participação do repórter Daniel Gullino, do editor José Benedito da Silva e do cientista político Elias Tavares.
Dentro desse contexto, analistas tratam a medida como sinal de que decisões desse tipo podem virar rotina até a eleição.
Entenda a ação citada e o que as publicações diziam
Daniel Gullino disse que a decisão começou com uma ação apresentada pela federação do PT. O pedido foi contra conteúdos que reproduziam acusações sem provas contra Lula.
Segundo o repórter, o material trazia afirmações que associavam o presidente ao narcotráfico e atribuía a ele supostos poderes para ordenar assassinatos. Para Nunes Marques, as acusações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
Gullino também relacionou o episódio à linha adotada pela direção do TSE: menos intervenção antes, mas reação firme quando o conteúdo é considerado ilícito.
Debate aponta que inteligência artificial pode ser a principal ameaça
José Benedito afirmou que a ideia era uma atuação mais reativa, com intervenção só quando as campanhas ou os partidos acionassem a Justiça. Ele disse que a polarização da pré-campanha pode dificultar esse plano.
O cientista político Elias Tavares destacou a inteligência artificial como um risco mais complexo. Ele citou as deepfakes, conteúdos manipulados que reproduzem voz e imagem de pessoas dizendo algo que nunca falaram, e alertou para uso de IA em camadas menos visíveis, como segmentação de públicos, análise de comportamento e manipulação de bases de dados.
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