Quatro dias depois de entrar com o pedido, o PL ainda não teve o caso de urgência analisado pelo TSE sobre a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a Presidência. O partido quer impedir a divulgação, dizendo que o questionário teria perguntas tendenciosas contra Flávio Bolsonaro.
Pedido de urgência trava análise no TSE e mantém pesquisa sob disputa
A ação foi protocolada para que o Tribunal Superior Eleitoral impedisse a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de intenções de voto. O PL argumenta que, durante a aplicação do questionário, a AtlasIntel teria exibido um áudio com Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, o que levaria o entrevistado a se influenciar.
Processo deu entrada em 18 e foi redistribuído para o gabinete de Kassio Nunes Marques
O processo foi protocolado nas últimas horas da noite de segunda-feira, 18, um dia antes da divulgação da pesquisa. Além do áudio com a voz do senador, os advogados do PL, Marcelo Bessa e Maria Claudia Bucchianeri, contestam outros pontos da metodologia do instituto de pesquisa.
A ação foi inicialmente distribuída para a ministra Estela Aranha. Depois, como a ação pedia a análise do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ela foi redistribuída e chegou ao gabinete do magistrado na terça, 19.
AtlasIntel se defende e pesquisa já aponta queda de Flávio nos cenários
Segundo o instituto, o áudio foi reproduzido após a conclusão do questionário e não teria impacto nos cenários eleitorais. No dia seguinte ao protocolo, o CEO do instituto, Andrei Roman, disse no X que a ideia era medir o impacto do áudio em tempo real, com segmentação demográfica.
O levantamento divulgado na terça-feira, 19, mostra Flávio atrás de Luiz Inácio Lula da Silva: no 1º turno, Lula aparece com 47% e Flávio com 34,3%. No 2º turno, Lula tem 48,9% e o senador fica com 41,8%.
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