A Polícia Civil fez uma operação na manhã desta quinta-feira (25) para investigar uma suposta fraude bilionária ligada à reativação do Banco de Crédito Móvel S.A. A investigação mira um crédito acima de R$ 1 bilhão e uma disputa por terras na Zona Oeste do Rio.
Operação mira reativação de banco antigo e disputa por precatórios e terrenos
A Polícia Civil diz que a reativação do banco, oficialmente liquidado na década de 1960, voltou ao centro de uma briga por precatórios e áreas de alto valor.
Segundo as investigações, a ação teria como objetivo a apropriação indevida de um crédito superior a R$ 1 bilhão.
Delegacia de Defraudações cumpre 12 mandados e cita terrenos no Recreio e no Rio
A operação foi conduzida pela Delegacia de Defraudações. A polícia cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em imóveis de alto padrão em Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo.
Entre os alvos estão acionistas ligados ao banco e integrantes da cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), incluindo o vice-presidente Affonso D’Anzicourt Silva, o secretário-geral Gabriel Oliveira de Souza Voi e o ex-presidente Sergio Tavares Romay.
A polícia trata a disputa como envolvendo um terreno de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes. A área faz parte de um conflito que pode envolver indenizações que chegam a R$ 2,5 bilhões, considerando correções monetárias.
Polícia apura se falsos acionistas ajudaram a dar aparência de legalidade
A investigação vai checar se a reativação do antigo banco foi usada para dar aparência de legalidade à reivindicação do crédito acima de R$ 1 bilhão.
A Polícia Civil também informou que pessoas apresentadas como acionistas podem ter sido usadas para reconstruir a existência jurídica do banco, com foco em interferir em disputas por terrenos e créditos bilionários.
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