Rejeição de Jorge Messias no Senado amplia barreira para Ricardo Couto na indicação ao STJ

O Senado rejeitou o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a indicação de Ricardo Couto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ficou mais difícil. No Rio, a mudança deve afetar o caminho do governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça (TR-RJ) até a vaga no tribunal superior.

Rejeição no Senado derruba expectativa sobre indicação no STJ

Em meio a políticos e magistrados no Rio, a rejeição de Jorge Messias ganhou peso como recado do Senado ao governo Lula (PT) e também ao Judiciário.

Com o novo cenário, Ricardo Couto passou a enfrentar mais obstáculos para avançar na escolha para a vaga do STJ, ligada à recente aposentadoria compulsória do ministro Antonio Saldanha Palheiro.

Quem disputa a vaga do STJ e qual grupo apoia Couto

Ricardo Couto aparece como um dos principais candidatos à vaga, por ser o preferido de um grupo do STJ liderado pelo ministro Marco Aurélio Bellizze.

O desembargador Mauro Pereira Martins é apontado como o maior opositor. Ele é candidato do ministro Luis Felipe Salomão, que já foi escolhido como o próximo presidente do STJ.

Senado indicaria votação só até o fim do ano e como funciona a escolha

Um influente senador, próximo ao presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o Senado só vai aceitar votar um nome até o fim do ano e citou o nome de Rodrigo Pacheco.

A nomeação de ministros para o STJ começa com uma lista tríplice feita pelo próprio tribunal. Os três nomes seguem para o presidente da república, que escolhe um deles, depois passam pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pela votação no plenário do Senado.

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