O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, começou uma devassa em contratos e licitações e também nas trocas em cargos comissionados. As exonerações nas secretarias da Casa Civil e de Governo já passam de 450 e começam a sair em atos publicados ontem.
Exonerações e revisão de gastos miram rombo de quase R$ 20 bilhões
Couto lidera a mudança na administração estadual com foco em controlar gastos e reorganizar a máquina do governo.
Ele montou um núcleo de confiança com procuradores do estado e mantém políticos afastados das decisões, já que desembargadores não podem assumir funções no governo.
Atos saem em 16 e 17/4 e extinguem subsecretarias na Casa Civil
Na sexta-feira, 17, após a viagem a Brasília, Couto se reuniu no Palácio Guanabara para acelerar a reformulação.
Na Casa Civil, três subsecretarias foram extintas: a Adjunta de Projetos Especiais, a de Gastronomia e a de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
O governo afirma que a auditoria na gestão das secretarias e das entidades da administração indireta estadual já resultou nas exonerações de 451 servidores publicadas no Diário Oficial, nos dias 16 e 17/4.
Auditoria em 15 dias úteis e análise da CGE em até 45 dias
Na terça-feira, Couto determinou uma auditoria em todas secretarias e órgãos da administração direta e indireta, com prazo de 15 dias úteis para os titulares entregarem relatórios detalhados.
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) vai analisar o material em até 45 dias para verificar a legalidade das contratações diretas, por dispensa ou inexigibilidade de licitação.
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