A Síria iniciou a destruição de equipamentos ligados ao antigo programa de armas químicas, segundo o representante permanente do país na ONU, nesta quinta-feira, 3. A medida acontece quase dois anos depois da queda de Bashar al-Assad e envolve verificação da Opaq.
Operação mira destruição de bombas e proteção do arsenal para evitar uso no futuro
O embaixador Ibrahim Olabi disse que a ação marca um “momento histórico” e representa a primeira destruição de armas químicas após a “libertação do antigo regime”.
Olabi afirmou que a prioridade é “proteger o povo sírio para que essas armas não caiam em mãos erradas”. Ele citou que cada local protegido pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) ajuda a segurança regional e global.
Opaq verificou destruição irreversível de 42 bombas aéreas na Síria
Izumi Nakamitsu, Alta Representante das Nações Unidas para o Desarmamento, confirmou que uma equipe da Opaq verificou no mês passado a destruição irreversível de 42 bombas aéreas na Síria.
Nakamitsu disse que foi a primeira vez desde 2014 que a Opaq verificou a destruição de munições químicas na República Árabe Síria.
No Conselho de Segurança, os Estados Unidos cobraram cooperação das novas autoridades com a Opaq, com fala da embaixadora adjunta Tammy Bruce. China e Rússia também comemoraram os progressos de Damasco, e o texto informa que Assad fugiu para Moscou em dezembro de 2024, antes de Damasco cair nas mãos das novas autoridades.
O que muda com a cooperação da Opaq após a queda de Assad
Desde a queda de Assad no fim de 2024, as novas autoridades sírias se comprometeram com a Opaq para avançar na destruição das armas químicas.
Segundo o texto, essa cooperação permitiu que inspetores mantivessem presença permanente no país, documentassem locais suspeitos, garantissem a segurança dos arsenais restantes e coletassem depoimentos sobre ataques durante os 13 anos de guerra.
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