O TRE-RJ indeferiu o registro de 15 candidatos por suposta ligação com organizações criminosas e transferiu 34 locais de votação no estado. A mudança atinge a capital e 16 municípios e alcança cerca de 121 mil eleitores.
Transferências mudam locais de votação por atuação de facções e milícia
Um levantamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) aponta que 34 locais de votação precisaram ser transferidos. O motivo foi a localização em áreas sob influência de facções criminosas ou da milícia.
As alterações chegam à cidade do Rio e a outros 16 municípios fluminenses. O TRE-RJ também identificou casos em que eleitores enfrentavam intimidações para votar.
Capital teve 11 mudanças por atuação do Comando Vermelho e outros casos no estado
Na cidade do Rio, 11 locais de votação foram transferidos por causa da atuação do Comando Vermelho. Outros 17 locais atendiam eleitores em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), e duas unidades funcionavam em regiões controladas por milicianos.
Houve ainda alterações em cinco locais em áreas de disputa entre facções e grupos paramilitares. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, um local ficava em área de influência da facção Amigos dos Amigos (ADA).
TRE-RJ também barrou 15 candidatos e destaca “milícia de gravata”
Além das transferências, a Justiça Eleitoral indeferiu o registro de 15 candidatos. São dez candidatos a deputado estadual, quatro candidatos a deputado federal e um candidato ao Senado.
O TRE-RJ chama atenção para o fenômeno “milícia de gravata”, que ele descreve como infiltração de grupos criminosos nos poderes Executivo e Legislativo. O modelo busca influência política, acesso a contratos públicos e participação em processos licitatórios.
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