Um estudo da CNI estima que o Brasil pode levar de 17 a 30 anos para acumular ganho de produtividade suficiente para compensar uma redução da jornada para 40 horas semanais. A conta considera manter empregos e salários e manter a produção no mesmo ritmo.
Por que a produtividade vira a peça central na redução para 40 horas
Com menos horas trabalhadas, as empresas teriam de produzir a mesma quantidade em menos tempo. No cenário descrito, elas absorvem a redução das horas sem cortar a remuneração.
Para isso acontecer, a produtividade por hora precisa subir. O estudo liga essa meta ao ritmo de crescimento da produtividade no país.
Queda de horas em 7,8% e aumento de produtividade entre 8,3% e 8,5%
No cenário analisado, o total de horas trabalhadas cairia cerca de 7,8%. A produtividade por hora precisaria aumentar entre 8,3% e 8,5% para compensar a redução.
Entre 1981 e 2024, a produção por hora avançou em média 0,5% ao ano. Nesse ritmo, o ganho necessário seria acumulado em aproximadamente 17 anos.
Nos últimos seis anos analisados, a produtividade cresceu em média 0,28% ao ano. Com esse desempenho, o prazo estimado chega a cerca de 30 anos.
Ricardo Alban pede debate sem influência do calendário eleitoral
O presidente da CNI, Ricardo Alban, diz que a discussão sobre a redução da jornada para 40 horas semanais, junto ao fim da escala 6×1, deve acontecer sem influência do calendário eleitoral.
Ele afirma: “É muito difícil para os senadores e os deputados tomarem decisões racionais e equilibradas com a motivação eleitoral”.
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