Royalties do petróleo somam R$ 2,48 bilhões para prefeituras e disputa no STF trava regras

Repasses de royalties do petróleo do mês de agosto de 2026 movimentaram R$ 7,32 bilhões e levaram R$ 2,48 bilhões para prefeituras. A divisão desses valores segue em disputa no STF e ainda não tem nova data para retomar o julgamento.

Repasses terminam em outubro, mas STF ainda não destrava como os royalties vão ser divididos

Os repasses foram operados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Eles foram concluídos no fim de outubro.

Apesar do dinheiro já ter sido transferido, a forma de distribuição dos royalties continua em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF).

ANP pagou R$ 2,48 bilhões a 978 municípios e STF tirou julgamento de pauta em 4 de novembro

Do total de R$ 7,32 bilhões, R$ 2,48 bilhões foram destinados diretamente às prefeituras e R$ 1,93 bilhão aos governos estaduais. Os repasses contemplaram 978 municípios e 11 estados.

O julgamento sobre a repartição estava previsto para 4 de novembro, mas foi retirado de pauta pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Até o fechamento desta matéria, não havia uma nova data definida.

A disputa envolve a Lei 12.734/2012, que prevê mudanças na divisão dos recursos entre estados e municípios. A norma está suspensa por decisão cautelar desde 2013 e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula perdas superiores a R$ 128 bilhões entre 2013 e 2025.

CNM levou proposta ao STF e ministro Flávio Dino deve apresentar voto na retomada

Em abril, a CNM participou de uma reunião no STF com representantes do Distrito Federal e de outros 20 estados para apresentar uma proposta de redistribuição das receitas.

Com a retomada do julgamento, o ministro Flávio Dino deverá apresentar seu voto. Se não houver nova suspensão, os demais ministros também poderão se manifestar.

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