Ilha de Páscoa, Rapa Nui, une mistério dos moais e risco de sumir por causa do clima

A Ilha de Páscoa, também chamada Rapa Nui, abriga moais gigantes e uma história cheia de enigmas. Agora, pesquisadores apontam risco de desaparecer por causa da elevação do nível do mar, incêndios e erosão.

Moais de 5 a 9 metros e 900 esculturas: o passado ainda não fecha, mas o futuro preocupa

Os moais ficam no meio do Oceano Pacífico Sul, num território de 164 quilômetros quadrados. As estátuas esculpidas em pedra vulcânica somam cerca de 900 na ilha.

O povo Rapa Nui surgiu por volta de 1000 d.C., com a chegada de navegadores polinésios. Ao longo dos séculos, eles se dividiram em clãs ou tribos, e os moais eram ligados a ancestrais e líderes.

De Rano Raraku ao colapso do povo Rapa Nui: as hipóteses seguem disputadas

A maior parte dos moais era esculpida na pedreira do vulcão extinto Rano Raraku e levada para plataformas (ahu) espalhadas pela ilha. A dúvida fica em como eles eram transportados.

Pesquisas também discutem o declínio do povo Rapa Nui. Uma versão cita desmatamento para erguer e mover os moais, com fome e guerras civis, enquanto outros estudos apontam combinação de esgotamento de recursos, mudanças climáticas e o contato com os europeus, com doenças e escravidão.

Hoje, as pesquisas destacam risco para as esculturas. A elevação do nível do mar, causada pelo aquecimento global, pode engolir ou danificar os moais, e incêndios florestais e erosão das rochas entram na conta.

Para visitar, há controle no Parque Nacional Rapa Nui e passeios com guias

O nome cristão foi dado por um explorador holandês em 1722. Antes, os nativos chamavam o lugar de Te Pito O Te Henua.

Na ilha, cerca de 7 000 pessoas vivem em Hangaroa, e a entrada em sítios arqueológicos exige um “passaporte” para o Parque Nacional Rapa Nui. O documento custa 100 dólares para estrangeiros e deve ser apresentado a cada entrada, em visitas feitas com guia em excursão.

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