O premiê do Reino Unido, Keir Starmer, admitiu nesta segunda-feira, 20, que errou ao nomear Peter Mandelson para o cargo de embaixador em Washington. Ele citou vínculos do diplomata com Jeffrey Epstein e falou em audiência no Parlamento.
Starmer pede desculpas às vítimas de Epstein após dizer que a nomeação foi um erro
Durante a audiência no Parlamento, Starmer declarou que não deveria ter nomeado Peter Mandelson. Ele disse que assume a responsabilidade pela decisão e voltou a apresentar desculpas às vítimas de Epstein.
O caso ganhou força com novas cobranças por demissão do premiê após novas revelações sobre o processo de nomeação.
Reino Unido autorizou nome de Mandelson em 2025 mesmo com parecer desfavorável
O jornal The Guardian informou na última quinta-feira que um parecer desfavorável do órgão que verifica antecedentes de Mandelson não impediu o Ministério das Relações Exteriores britânico de autorizar o nome dele para embaixador no início de 2025.
Starmer afirmou que não foi informado sobre as ressalvas e disse que os funcionários da chancelaria ficaram com a responsabilidade. A Associated Press registrou a fala de que um parecer desfavorável “poderia e deveria ter sido compartilhado” com ele antes do político assumir o cargo.
Depois das revelações, Starmer demitiu Olly Robbins, assessor do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores, que estava à frente dos serviços diplomáticos.
David Lammy defende Starmer e Mandelson segue preso desde 23 de fevereiro
O vice-primeiro-ministro David Lammy, do Partido Trabalhista, defendeu Starmer e disse que “jamais” teria nomeado o embaixador se tivesse todas as informações em mãos.
Peter Mandelson foi preso em 23 de fevereiro e é investigado por autoridades britânicas desde a divulgação, no início do ano, de documentos do Departamento de Justiça americano ligados ao caso de Jeffrey Epstein.
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