Uma em cada seis pessoas diz que pode votar em deputado ou senador mesmo se o candidato tiver sido ligado a escândalos. O dado vem de uma pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 16, e muda a leitura do voto nas eleições de outubro.
Consulta mostra apoio condicionado a “depender do envolvimento” em escândalos políticos
O levantamento perguntou se o eleitor votaria em candidato associado a escândalo envolvendo desvios. Os casos citados incluem os do Banco Master e as fraudes no INSS.
Entre as respostas, 16,2% disseram que poderiam votar “a depender do envolvimento”. Outros 80,7% afirmaram que não votariam de jeito nenhum.
Eleitores vão escolher deputados, senadores e mais cargos em outubro; pesquisa foi feita com 2.002 entrevistas
Em 2026, as eleições envolvem 513 vagas de deputado federal e a renovação de dois terços no Senado, com 54 das 81 cadeiras. Além disso, o eleitor também escolhe deputados estaduais, governadores e presidente da República.
A pesquisa foi feita com 2.002 entrevistas entre os dias 10 e 14 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral é BR-04256/2026.
Operação Compliance Zero e denúncias em Master e INSS aparecem nos exemplos do levantamento
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), candidato à renovação do mandato, foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero. A apuração busca verificar se o parlamentar recebeu pagamentos, inclusive em forma de mesada, para apoiar projetos da instituição financeira no Congresso.
Na parte relacionada à esquerda, o levantamento cita indícios apontados pela VEJA sobre o envolvimento dos ex-governadores baianos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos candidatos ao Senado. Eles teriam contribuído com o Master ao firmar contratos para fornecimento de cestas e de créditos consignados a servidores, e os dois negam as acusações.
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